Guarda florestal encontrou cacto saguaro com caroço estranho. Então, decidiu abri-lo e se arrependeu instantaneamente

Ao amanhecer, durante uma patrulha de rotina na área, Eric notou um saguaro com um inchaço suspeito na altura do ombro. O relatório mais tarde o chamaria de “crescimento anômalo”, mas, pessoalmente, parecia que o cacto havia engolido algo.

As instruções diziam para não interferir, mas Eric agiu com cuidado e método — fez uma incisão enquanto Dana observava, com o rádio crepitando com estática. A lâmina primeiro atingiu o metal, depois o tecido — o objeto estava firmemente preso lá dentro.

O policial Thomas já havia partido para o local, e a Dra. Sophia já havia alertado sobre esconderijos no deserto — de drogas a armas. Mas isso era diferente.

O objeto dentro tremia.

Em pânico, transmiti as coordenadas para Thomas, duplicando-as com o rastreador GPS no meu tablet.

Um SUV da patrulha parou, levantando uma nuvem de poeira.

“Relatório”, ordenou Thomas, saindo do veículo. Descrevi brevemente a situação. Dana entregou-lhe luvas novas. Ele examinou os marcadores e contatou a central, confirmando a jurisdição.

Em seguida, estabeleceram um perímetro adicional — cones laranja a uma distância de sessenta pés.

Em silêncio, Dana me entregou as pinças. O objeto dentro se moveu e prendeu em uma das saliências. Houve um clique — o mecanismo se soltou.

Vimos um gravador de microcassete em uma caixa de plástico suja, rebobinado com fita. Retirei-o cuidadosamente e o coloquei sobre papel alumínio esterilizado.

Após conectar a fonte de alimentação reserva, apertei “reproduzir”. Dana levantou o microfone.

Uma voz rouca soou:

“Eric… se você puder ouvir isso, responda.”

Sussurrei as coordenadas, sentindo o medo se misturar com a esperança.

Uma caminhonete branca se aproximou lentamente do leste. Era a Dra. Sophia, com recipientes e uma geladeira para amostras. Continuamos nosso trabalho, seguindo o marcador “Bandeira Um”. Depois de cavar a camada superficial do solo, descobri terra escura.

“É aqui que tudo termina”, eu disse. A permissão foi aprovada e os guardas florestais chegaram. Fomos informados de que o gravador havia sido vendido um ano antes em uma loja de eletrônicos em Tucson.

Pegadas na areia levavam à estrada. Novas mensagens apareceram: uma fogueira, três pedras em um triângulo, cinzas. Sofia encontrou restos de tecido, sob os quais havia restos humanos.

Mais tarde, na sede, traçamos mapas e uma linha do tempo.

“Número parcial: 7-K-X”, acrescentou Dana.

Naquela noite, uma caminhonete branca apareceu no quilômetro dezesseis. O veículo parou. Thomas se aproximou primeiro.

“Boa noite. Desligue o motor e mostre-me suas mãos.”

O motorista se apresentou: Hector Ruiz, empreiteiro. Registramos as marcas de pneus e coletamos amostras. O laudo do laboratório logo chegou: a juta correspondia aos carregamentos da Desert Agro Supply — uma rara mistura de juta com fio azul.

Um mandado judicial autorizou a apreensão da caminhonete. O dispositivo GPS foi desmontado.

O ato final ocorreu no laboratório. “As radiografias dentárias estão prontas”, informou o Dr. Rivera.

Ele comparou os dados com o caso da pessoa desaparecida.

“É um informante da DEA que desapareceu em Tucson”, disse ele em voz baixa.

A prisão de Ruiz abalou todo o condado.

E tudo começou com um cacto que não deveria guardar segredo.